Procurador da República diz que Exame de Ordem é constitucional
* "Nos dias que correm, seria lamentável e um injustificado retrocesso retirar do cenário do sistema da Justiça brasileira novidade tão largamente alvissareira que foi o Exame de Ordem". A frase foi pronunciada na tardfe desta quarta-feira (26) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no julgamento em que o STF decidirá sobre a constitucionalidade do Exame de Ordem.
* Gurgel retificou a posição do Ministério Público Federal sobre a matéria. Em julho, o subprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia se pronunciado contra a aplicação da prova pela OAB. Como explicou hoje o PGR, "em um processo que, inicialmente, tramitou em uma das turmas do Supremo, é normal que o subprocurador dê parecer sem aprovação do procurador-geral".
* Já ocorreram três sustentações orais além da manifestação do procurador-geral. Primeiro, o advogado gaúcho Ulisses Tomazini, que defende o bacharel João Volante, afirmou que o Exame fere o direito fundamental ao livre exercício da profissão.
* Em seguida, Grace Mendonça, representante da Advocacia-Geral da União, defendeu a aplicação do Exame. De acordo com a AGU, não seria razoável exigir que a lei pudesse contemplar todos os requisitos para a realização do Exame de Ordem.
* O presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, lembrou que exames semelhantes são feitos em vários países do mundo. "Exames difíceis, que requerem um tempo para a preparação. O Exame de Ordem não é nenhuma jabuticaba do Brasil", afirmou.
MANDADO DE INJUNÇÃO
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